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Frida Kahlo


Auto-retrato na fronteira entre México e Estados Unidos – 1930

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, nascida em Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 – falecida em Coyoacán, 13 de julho de 1954, foi uma pintora mexicana.

Em 1910 Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de enfermidades, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A poliomielite deixa uma lesão em seu pé direito com isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começa a usar calças, depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas registradas.

Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintura em uma idade precoce. Embora seu pai encarasse a pintura como um passatempo, sua filha não estava particularmente interessada na arte como uma carreira e não a perseguia seriamente.

Em 1925, quando tinha 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Um auto carro na qual viajava chocou-se com um combôio, acidente que fez a artista ter de usar um colete de gesso por muito tempo. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.

Durante sua longa convalescência começa a pintar.Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adoptou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositalmente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita freqüencia temas do folclore e da arte popular do México.

Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan. Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque.

Não obstante, ela mesma declara mais tarde: “Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade”.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu
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