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Francisco Rebolo


Palhoça com Meninas (1943)

O Pintor

Francisco Rebolo González (SP, 1902- SP, 1980) foi um pintor brasileiro. Era filho de imigrantes espanhóis que chegaram ao Brasil no fim do século XIX.
Inicia sua trajetória artística em 1934, época em que uma nova geração emerge no meio cultural brasileiro. É uma geração de artistas que não procede da classe social mais privilegiada, mas sim de famílias de trabalhadores que chegam a São Paulo como imigrantes; são, em geral, seus descendentes diretos.

Viveu intensamente duas trajetórias. Primeiramente, foi jogador de futebol, de 1917 a 1932. Atuou no Corinthians de 1921 a 1927 e no Ypiranga, ambos clubes da cidade de São Paulo. A partir de 1934, tornou-se pintor. Rebolo é um dos poucos, nessa geração, que descende de espanhóis, enquanto a maioria é de origem italiana.

Quase à mesma época, surgem no cenário artístico, também, artistas japoneses ou descendentes. A presença do imigrante marca fortemente o momento artístico das décadas de 1930 e 1940. Como Rebolo, tais artistas participam, muitas vezes, de sua organização, ao lado de críticos e poetas. Ressentem-se da falta de um espaço para a arte moderna na cidade de São Paulo e no País.

Rebolo começa sua carreira como pintor, no início dos anos 1930, quando abandona a atividade de jogador de futebol, ao mesmo tempo em que trabalha como pintor-decorador de residências. É nesta sala que se aglutina o chamado grupo Santa Helena, a partir de 1935. No ateliê, o grupo realiza sessões coletivas de trabalho para pintar e para desenhar modelo vivo.

Logo que se constitui e começa a marcar presença em exposições coletivas, o Grupo Santa Helena chama a atenção dos principais críticos atuantes na época, como Mário de Andrade e Sérgio Milliet. Rebolo está presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integra, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertence ao grupo de artistas que defende a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos na cronologia de sua vida artística.

Em 1985, cinco anos após seu falecimento, o Museu Lasar Segall expõe cerca de 80 trabalhos de sua produção e, em 1986, foi lançado um livro que, igualmente, põe em destaque seu percurso artístico e sua obra (edição MWM/IFK). Sua obra vem participando de jostras coletivas voltadas para a história da arte moderna no Brasil e está presente nos acervos dos principais museus de arte do País.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu
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