“Em um ano e três meses de funcionamento da Agência Nacional de Aviação Civil – Anac, as decisões de sua diretoria parecem voltadas para atender os interesses das principais companhias aéreas, ao mesmo tempo em que tentam organizar o trabalho da própria autarquia. A análise das atas de reuniões semanais da diretoria e as resoluções da agência, oferecem dois exemplos de decisões atendendo interesses da empresas:
1) Com o excesso de vôos em Congonhas, a Anac produz resolução para disciplinar a distribuição dos espaços no aeroporto. Cria sorteio que privilegia empresas que já operam ali.
2) No feriado de Natal, a TAM precisou parar seis aviões. A diretoria produziu relatório parcial, apontando ausência de overbooking. Meses depois, novo relatório aponta overbooking, mas conclui que houve problemas de tráfego aéreo na maioria dos vôos.Um exemplo da influência política foi a venda da Varig à VarigLog, sua ex-subsidiária de cargas. O negócio foi definido pelo Palácio do Planalto.
Iuri Dantas, jornalista
OPINIÃO: Iuri Dantas cumpre a tarefa precípua da reportagem investigativa. Que a Anac favorecia as empresas aéreas (e se favorecia delas), todo mundo sabia, exceto o PT-governo; o caso agora é encontrar os erros involuntários ou propositais que geram maracutaias e recompensam aqueles que os cometeram. Miranda Sá
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