“A tragédia de Congonhas foi o estopim para um movimento liderado pela OAB, batizado de “Cansei”. O cansaço com o caos aéreo, com a violência e com a impunidade é provocado, em larga medida, pela incompetência oficial, na qual não impera o mérito, em gerir qualquer coisa. O cansaço com essa sensação generalizada de vulnerabilidade tem a mesma raiz da dificuldade enfrentada por uma livraria que não preenche todas as vagas, mesmo oferecendo um salário que supera a média dos vencimentos de um professor universitário – e isso significa mais de quatro vezes a média de rendimento de um professor de ensino básico público brasileiro”.
Gilberto Dimenstein, jornalista (gdimen@uol.com.br)
OPINIÃO: Ainda bem que profissionais de imprensa, como Dimenstein, não se “cansam” de batalhar pela justiça e conservam o ardor juvenil para se manter independentes da tentação do poder. O exemplo do problema salarial é real e sugere – translúcido – duas faces: de um lado, a falta da formação exigida por empresas que vendem cultura; do outro, a baixíssima remuneração dos professores, graças à socialização por baixo decidida pelos sindicatos corporativistas. MIRANDA SÁ
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