Mais de cem médicos, dos principais hospitais públicos da rede estadual de saúde de Pernambuco, enviaram nesta segunda-feira um pedido de exoneração dos cargos. Cartorze médicos não compareceram ao trabalho desde o final de semana. A medida provocou superlotação nas principais emergências dos hospitais da Restauração, Getúlio Vargas e Otávio de Freitas.
De acordo com o presidente do sindicato dos médicos de Pernambuco, Mário Fernando Lins, o piso salarial de um médico no Estado é de R$ 1,4 mil. Ele destacou que, além de reajuste de 40% nos salários, os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho nos hospitais. “Um médico de hospital público tem jornada de trabalho desgastante, atende a mais de 100 pacientes em um único plantão”, afirmou.
A Secretaria Estadual de Saúde afirmou, em nota divulgada, que o governo foi surpreendido pela decisão dos profissionais de saúde, uma vez que estava em andamento um processo de negociação para implantação de um plano de cargos e salários, que irá proporcionar ganhos reais a categoria.
De acordo com o secretário-executivo de Assistência à Saúde, Ricardo Antunes, já está sendo articulada a contratação de um grupo de profissionais terceirizados, junto aos diretores dos hospitais, para evitar que a população fique sem assistência.
Fonte: Agência Brasil
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