O Brasil subiu quatro posições no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), das Nações Unidas, passando do 77º para o 73º lugar no ranking, entre 169 países. Mudanças na metodologia para calcular o bem-estar da população mundial, no entanto, impediram que o Brasil avançasse mais. O pior desempenho foi o da educação, que passou a ser apurado pela média de anos de estudo e pela expectativa de escolaridade. Antes, era pela taxa de analfabetismo e matrículas nos três níveis de ensino. Pelo novo critério, o Brasil tem hoje a mesma média de anos de estudo que o Zimbábue, o país africano com o pior IDH do mundo. A ONU também criou um conceito amplo de desigualdade, que, além da renda, passa a considerar saúde e educação. Nesse quesito, o Brasil fica em 88º lugar, recuando 15 posições no ranking geral.
A afirmação de Dilma Rousseff às vésperas da divulgação do IDH, de que a educação não será uma de suas prioridades, pois estaria “muito bem encaminhada”, provocou reações de especialistas. Eles concordam que houve avanços, mas pedem ações planejadas para reduzir o analfabetismo, aumentar a escolaridade e ampliar os investimentos no setor para 7% do PIB.
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