Escutas da Polícia Federal mostram que o empresário Carlinhos Cachoeira orientou um de seus operadores a entregar dinheiro a um assessor direto do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em julho de 2011.
“É pro governador. Vamos lá pagar logo pra ele no palácio”, afirma Cachoeira. O tucano nega ter negociado com ele e diz que o operador do empresário só intermediou a venda de um imóvel seu para outra pessoa.
Outros grampos indicam que Perillo atuou em favor da construtora Delta após pressão de Cachoeira. A defesa do governador diz que não há relação entre os dois. Para o advogado do empresário, as escutas são ilegais.
O Supremo autorizou o envio do inquérito que investiga o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) à CPI do Cachoeira. (Folha de SP)
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