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DO TERRORISMO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

François-René de Chateaubriand, escritor, diplomata e político francês, considerado o pai do Romantismo, foi além da Literatura e filosofou: – “Não há nada mais servil, desprezível, covarde e tacanho que um terrorista”.

Realmente, nas ações belicosas é criminoso organizar-se e preparar-se para assassinar, extorquir, mutilar e sequestrar inocentes, sejam civis ou militares, como se vê em todo mundo e toma grandes proporções nos grandes centros brasileiros.

O Terrorismo não é novidade; as iniciais manifestações ocorreram com a disputa de territórios e bens quando as primeiras tribos nômades se apropriaram da terra estabelecendo a primeira divisão do trabalho, pelo cultivo do solo, a domesticação de animais, fabricando artesanias, comerciando, disciplinando guerreiros e imprimindo respeito religioso.

Segundo estudos antropológicos grupos que se mantinham nômades realizavam ataques às comunidades estabelecidas, fazendo-os como razias para aterrorizar, saquear, destruir e escravizar os prisioneiros.

Essas guerras de conquistas eram puro terrorismo, pois as tribos atraídas pela alimentação garantida e as riquezas acumuladas se dedicassem exclusivamente a conquistar as sociedades organizadas e produtivas.

Embora a palavra “terrorismo” seja moderna, historiadores veem que práticas semelhantes já existiam na Antiguidade. Na disputa pelo poder imperial, grupos armados recorriam ao medo, ao assassinato político e à intimidação coletiva para atingir seus objetivos.

Na Mesopotâmia, reis assírios e babilônicos utilizavam-se de massacres e destruição de cidades para espalhar pânico entre adversários e evitar rebeliões; e, mais tarde, vieram a ocorrer na Grécia e no mundo helenístico conspirações, atentados e violências organizadas contra governantes e ocupantes estrangeiros.

Chegando ao Império Romano, o Terrorismo ocorria principalmente nas províncias colonizadas, e o exemplo está na revolta dos Sicarii, no século I contra a presença romana na Judeia; utilizavam punhais escondidos sob as vestes para assassinar autoridades romanas e colaboracionistas judeus.

Muitos pesquisadores consideram a ação direta dos Sicarii um dos primeiros movimentos terroristas organizados da História, como forma de resistência contra o domínio estrangeiro.

Na Antiguidade Romana, o Terrorismo chegou com os vândalos, com a característica de devastar as nações invadidas, destruindo, incendiando e dilapidando bens públicos. Eram chamados de bárbaros pelos romanos, em virtude do princípio jurídico de que todos povos de além fronteira do Império eram considerados assim.

Chegando à atualidade nos fins da Guerra Fria, nos Estados Unidos, o seu 37º presidente, Lyndon Johnson, que criou a Great Society, uma política de combate à pobreza e à injustiça racial, denunciou o crime organizado como terrorista, praticando uma “guerra de guerrilha contra a sociedade.

Como ocorria à época nos EUA, temos no Brasil criminosos assaltando, extorquindo, contrabandeando, sequestrando, traficando drogas, ocupando territórios nos centros urbanos e até promovendo atos políticos.

A informação no nosso cotidiano traz notícias de operações policiais cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão em áreas dominadas pelo tráfico, sendo recebidas a tiros por grupos com armamento moderno de alto poder letal.

Estes grupos têm tudo de terrorismo, mas os andares de cima do poder no Brasil, legisladores, magistrados, ministros do governo, militares e policiais não veem assim; e o pior, o Presidente da República – que sempre mostra simpatias pelo crime –, decide transformar CV e o PCC em pilares da soberania nacional…

Diante disto, os 30% de lulopetistas que acompanham o seu ídolo, resistem ao fato do governo dos EUA incriminar como terroristas estas duas maiores facções criminosas ao lado da Al-Qaeda, Estado Islâmico (ISIS), Hamas, Jihad Islâmica e Talibã.

Diante deste quadro funesto cabe uma dúvida: porquê Lula, seus apadrinhados e a militância lulopetista temem classificar como terroristas as organizações criminosas? Ontem, 5 de maio, a classificação de Terrorismo passou a valer; e até agora nenhum togado do STF, nenhum ministro de Lula e nenhum parlamentar sofreram quaisquer ameaças. Assim a soberania está garantida.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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