O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) foi cassado sob a acusação de mentir a colegas, receber vantagens indevidas e usar o mandato para defender interesses do contraventor Carlinhos Cachoeira, três meses após dizer que era só “amigo do empresário”. Em votação secreta, o placar foi de 56 votos favoráveis à perda de mandato, 19 contrários e cinco abstenções. Demóstenes fica proibido de disputar cargos públicos até 2027, pena imposta pela Lei da Ficha Limpa, da qual foi o relator. Horas depois de seu advogado dizer que não haveria recurso para tentar recuperar o mandato, Demóstenes anunciou que vai ao STF. Após a votação, senadores divulgaram sua posição nas redes sociais. Integrantes da CPI do Cachoeira disseram que a cassação os faz crer na punição de outros acusados de envolvimento com Cachoeira, entre eles o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). A expectativa é de que no relatório final seja pedido o indiciamento do tucano pelo Ministério Público. (Estadão)
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