O Supremo Tribunal Federal não aceitou a reclamação da Itália contra a decisão do então presidente Lula de manter o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti no País, mesmo depois de o STF ter autorizado a extradição. Para a maioria dos ministros (6 votos a 3), essa é uma questão de política internacional na qual o STF não deve se intrometer. “É um ato essencialmente político, restrito, portanto, à atuação do Executivo”, argumentou o ministro Marco Aurélio Mello. Os magistrados ainda decidiriam ontem se mandariam libertar Battisti, que está preso no Brasil desde março de 2007 a pedido da Itália – cuja Justiça o condenou à prisão perpétua por quatro homicídios. Segundo o advogado de Battisti, o pleito italiano é “apenas uma vingança”. (Estadão)
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