Categorias: Notícias

Decadência do movimento sindical

“Dados do IBGE mostram que o número médio de associados nos sindicatos urbanos caiu cerca de 40% entre 1988 e 2001, e continua a cair. Além do aumento de seu número, as mudanças no mercado de trabalho forçaram o encolhimento dos sindicatos. O crescente uso da automação, a busca frenética por redução de custos e ganhos de produtividade e o uso cada vez mais intenso de mão-de-obra terceirizada reduziram a base atuante dos sindicatos.

O desemprego, problema que assustou o Brasil até há alguns anos, junto com a pressão internacional pela desregulamentação do mercado de trabalho e pela flexibilização das relações entre empregado e empregador, e a facilidade de transferência da produção para outros países ou regiões em caso de dificuldades de qualquer natureza desestimularam a ação sindical. Ou seja, enfraqueceram os sindicatos.

Menores e mais fracos, os sindicatos precisam de mais imaginação para sobreviver num mundo diferente daquele em que eles foram constituídos. A maioria das diretorias sindicais, entretanto, sustentadas pela receita fácil assegurada pelo Imposto Sindical, não demonstra nenhuma preocupação com o problema. Dirigentes que, no passado recente, demonstraram capacidade de reagir e descobrir novas formas de ação sindical – como os dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, criadores no novo sindicalismo brasileiro – trataram de se livrar do passado assim que chegaram ao poder”. (Agência Estado)

OPINIÃO: A reportagem do Estadão perseguiu um tema que já é estudado há mais de 15 anos pelos marxistas brasileiros, interessados em explicar a cooptação das frações comunistas pelos governos civis que sucederam o regime militar, época em que se comportaram como os sindicalistas espanhóis na ditadura franquista. Precaveram-se sob a capa do apoliticismo com os generais e se entregaram ao servilismo associando-se a pelegos. Assim é traçada a curva descendente do movimento sindical brasileiro: já não se fala mais no fim do famigerado imposto sindical, nem da unidade de ação por categoria; abandonou-se à própria sorte as entidades dos servidores públicos, enfim, acompanham a cabeça sem corpo das centrais, confederações e federações, vivendo de golpes, o avanço nos fundos de pensão e a criação de ongs para lesar o Erário. PT SAUDAÇÕES. Miranda Sá

Miranda Sá

Compartilhar
Publicado por
Miranda Sá
Temas: Notícias

Textos Recentes

Razão.com

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A palavra "Razão" como verbete dicionarizado é um substantivo feminino com a etimologia vinda do grego…

3 de setembro de 2026 19h31

DOS HERÓIS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A minha profunda admiração pela figura de Bertolt Brecht, dramaturgo, filósofo e poeta alemão, o maior…

29 de agosto de 2026 21h54

DAS TRAGÉDIAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A Tragédia é um acontecimento muito grave e ruinoso, ligado a forças da natureza ou provocado…

26 de agosto de 2026 8h42

DO JORNALISMO

MIRANDA SÁ (E-mail; mirandasa@uol.com.br) O analfabetismo reinante na suprema corte de Justiça argumenta sobre o exercício do jornalismo para se…

19 de agosto de 2026 18h20

DAS VIGARICES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A expressão "conto do vigário" é uma das mais tradicionais da língua portuguesa e significa um…

10 de agosto de 2026 17h34

ETCETERA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A casa da minha avó Quininha, mãe de minha mãe, era senhorial; tinha seis quartos, três…

5 de agosto de 2026 8h15