“Luiz Inácio Lula da Silva ficou calado por 72 horas e convocou rede nacional de rádio e televisão para apresentar condolências aos familiares das vítimas; anunciar providências que só serão tomadas em dois meses; e cumprimentar os bombeiros paulistas, heróis da tragédia. Os pêsames foram dados com três dias de atraso; as providências deveriam ter sido tomadas dez meses atrás, quando caiu o jato da Gol na Amazônia; e os bombeiros teriam de ser cumprimentados pessoalmente, como faria o líder de uma democracia que se preze. É bastante discutível que as providências anunciadas dêem resultados positivos. Mas mais relevante é o fato de a Nação se ter sentido desamparada e órfã quando o presidente calou, e não ver motivo nenhum para haver achado amparo no pronunciamento”.
José Nêumane, jornalista
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