As críticas dos comandantes das Forças Armadas e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) levaram o presidente Lula a recuar e determinar mudanças no Programa Nacional dos Direitos Humanos, que provoca polêmica desde que foi lançado, em dezembro. Será alterado um trecho do decreto que prevê a criação da Comissão Nacional da Verdade para investigar atos cometidos durante a ditadura. Lula também mandou excluir o trecho em que o governo apoia projeto de lei que descriminaliza o aborto. Mas outros pontos polêmicos, ainda não foram alterados, como os que tratam dos meios de comunicação e da reforma agrária.
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, disse que o presidente Lula deverá deixar de lado pontos polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos, criticado pelas Forças Armadas, Igreja, sociedade civil e até integrantes do governo. Lula convocou os ministros Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e Nelson Jobim (Defesa) para explicarem as trocas de insultos e ameaças de demissão.
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