Vai aqui o comentário de William Waack em seu blog:
“Vamos começar por dois óbvios da categoria ululante. É bastante óbvio que a crise nos mercados internacionais afetaria ao Brasil. Era bastante óbvio que as autoridades brasileiras diriam – e cumpriram rigorosamente seu script, começando por Lula – que o país não seria atingido.
É claro que o Brasil ser ou não atingido pela crise não é “culpa” do governo. Mas falam por si os reflexos políticos de várias autoridades, preocupadas, em primeiro lugar, com a “culpa política” que recairia sobre seus ombros (como ficou bem demonstrado no caso da tragédia da TAM). A natureza dos problemas (apagão aéreo, incompetência administrativa, crise nos mercados internacionais) fica em segundo plano.
Algumas declarações do presidente nos últimos dias sobre a crise internacional sugerem fortemente que ele não entende o que está acontecendo. Lula disse que “o problema dos bancos americanos não é meu”. Aqui vai mais um óbvio ululante: ninguém espera que o presidente de país algum faça declarações pondo mais medo onde já existem receios suficientes (Bush, aliás, tratou de acalmar os mercados há alguns dias e provocou apenas observações irônicas, mas isto é outro capítulo).”
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