A CPI que investiga a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários convocou para depor os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Perillo terá de explicar a venda de uma casa pela qual teria recebido cheques de pessoas ligadas a Cachoeira, e Agnelo será chamado a falar sobre conversas em que ex-servidores do governo discutem contratos públicos com integrantes da quadrilha. Foi rejeitada a convocação do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). A convocação de Agnelo surpreendeu o PT. A CPI quebrou o sigilo bancário, fiscal e telefônico do senador Demóstenes Torres (sem partido – GO) e de mais 18 empresas ligadas ao grupo de Cachoeira.
No STF, no governo e na base, o dia ontem foi de colocar panos quentes na crise provocada pelas declarações de Gilmar Mendes sobre Lula. No Supremo, o presidente Ayres Britto minimizou o episódio, enquanto governistas evitaram responder às críticas da oposição. Até mesmo Lula preferiu não citar o caso, mas reclamou: “Tem pessoas que não gostam de mim.” (O Globo)
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