No último dia de mandato, o presidente Lula decidiu negar ontem a extradição, para a Itália, do ex-ativista de esquerda Cessare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos em território italiano durante a década de 70. Lula referendou o entendimento da Advocacia-Geral da União de que há “razões ponderáveis para supor” que Battisti poderia ter a situação agravada, inclusive com risco de sofrer perseguição política na Itália. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, convocou seu embaixador no Brasil para consultas e expressou “profunda tristeza” pela decisão de Lula, dizendo que é “uma posição contrária ao mais elementar sentido de justiça”. Ele prometeu continuar a “batalha para que Battisti seja entregue à Justiça italiana”. Ministros do Supremo Tribunal Federal dizem que o caso ainda pode ser revisto.
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