Existem outros patrocinadores, mas o que paga mais e mais prodigamente é a Nike. E devem ter um importante departamento de descoberta de craques e possíveis ídolos, pois quem surge com algum potencial, qualquer que seja o esporte, e lá está ele com a marca (inteligentíssima e altamente visível) da Nike. Como eu disse, quem paga tudo, mesmo sem perceber, é o cidadão-contribuinte-comprador.
Um tênis que custa, digamos, 300 reais poderia custar no máximo, no máximo 200, mas esse aumento é necessário por causa da promoção. (Michael Jordan até hoje trabalha para a Nike, ganha fortunas que muitos em plena atividade não ganham).
Idem, idem para a Coca-Cola, para bancos, para a prodigalidade, que palavra, das empresas de telefonia, não apenas no Brasil. A indústria automobilística, essa cobra cada vez mais caro por seus carros, que estão sempre sendo chamados para “recall”. Jogadores de futebol e de tênis que davam a impressão de ganharem muito, na verdade ficam distantes.
Agora, o Giba, considerado o maior jogador de vôlei do mundo, vai para Moscou. Não sei quanto ganhará (todas as felicidades, aproveite), falam “em salário de jogador de futebol”. Enquanto isso, apenas no Brasil, existem 400 mil jogadores profissionais registrados ganhando salário mínimo ou menos.
Fonte: todos os créditos para o jornalista Hélio Fernandes
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