Existe oposição?
Definitivamente, o Brasil é sui generis em vários aspectos. Na política, então, nem se fala. A grande pergunta que paira no ar é se neste país existe oposição. No calor do debate político sobre a prorrogação da CPMF, vemos o senador Mão Santa (PMDB-PI), cuja visão – e de grande parte da sociedade – é de que esse imposto não passa de mais uma grande mentira do (des)governo federal, que pune dos pobres aos ricos, enquanto o senador Romero Jucá (PMDB-RR) só falta “dar a mãe” pelo imposto. Aí, um paradoxo pois os dois são do mesmo partido.
O DEM, ex-PFL, parece ter uma posição definida contra, mas só parece, enquanto o PSDB, pusilânime como sempre, vive em eterno conflito de consciência, ou seja, não desce do muro – ameaça, mas não desce. O PSOL anda ofuscado pelo silêncio. O PTB, agora se sentindo desprezado, acena com uma tomada de oposição.
E o PDT – salvo uma única voz, a do senador Cristovam Buarque (DF) – não consegue se impor, prefere as migalhas do PT. Já os partidos nanicos são como aqueles peixinhos que vivem das sobras do tubarão. Em outras palavras, os partidos políticos só brigam pelo interesse deles, nunca pelos do povo que os elege. As eleições de 2008 se aproximam, fiquemos atentos aos partidos, aos candidatos e às suas promessas.
Carlos Benedito Pereira da Silva (advcpereira@ig.com.br)
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