O foro não deu privilégio
“Dê no que der, demore o tempo que demorar, prescrevam os crimes que tiverem de ser prescritos, salve-se quem puder, os três primeiros dias de análise pelo Supremo Tribunal Federal da denúncia oferecida pelo procurador-geral da República contra os acusados no escândalo do mensalão já cumpriram importante função na defesa do Estado Democrático. O Poder Judiciário declarou esgotada sua capacidade de contemporizar com malfeitorias de agentes públicos na manipulação do dinheiro idem. Deu um sinal, na forma de ato exemplar, não apenas ao PT, não somente ao governo Lula, mas ao mundo político de um modo geral, que via no Supremo Tribunal Federal, notadamente em sua condição de foro privilegiado, não é mais um esconderijo seguro”.
Dora Krammer, jornalista
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