No genocídio de Gaza, os governantes de Israel podem estar socorrendo a indústria de guerra, de que são sócios, mas vão debitar aos cidadãos israelenses e aos judeus de outros países uma conta salgada: os custos da ofensiva militar na Faixa de Gaza vão triplicar o déficit público previsto anteriormente. Analistas acreditam que o país deve gastar pelo menos 2,2 bilhões de shekels (cerca de US$ 560 milhões) por semana com a chamada “Operação Chumbo Grosso”, contribuindo para aumentar o rombo de 1,5% no ano passado para pelo menos 5% do PIB em 2009.
Caso a batalha se estenda por mais algumas semanas, os custos podem ainda superar os cerca de US$ 2,8 bilhões gastos por Israel durante a campanha contra o Hezbollah, há dois anos, quando 30 mil soldados da reserva foram acionados e mais de 237 mil bombas lançadas em 34 dias de guerra no sul do Líbano.
PEDRO PORFÍRIO, jornalista
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