A soberania ameaçada
Só no final dos anos 70 do Século XX, importaram indígenas díspares para a área e passaram a chamá-los de ianomâmis. Os antropólogos consultados teriam de estar ideologicamente comprometidos com o lema “toda terra aos índios” (óbvios instrumentos de outrem).
O assunto foi esgotado no livro “A farsa ianomâmi”, do cel. Menna Barreto, que serviu longos anos como militar na região e foi secretário de Segurança de Roraima. O almirante Gama e Silva assinalou os relatórios da Comissão Demarcadora de Fronteiras, arquivados no Itamaraty, produto de decênios de trabalho na região, onde não há qualquer registro de “ianomâmi”.
Tampouco o há no “Mapa etno-histórico” de Curt Unkel (Nimuendajú) (IBGE/Fundação Pró-Memória), edição de 1981, exaustivo estudo científico das tribos, etnias, migrações e populações indígenas no Brasil. Nem com “I”, nem com “Y”. Esse etnólogo alemão pesquisou no campo por 40 anos (1905 a 1945), comprovando a existência de mais de 1.400 tribos no Brasil, com ênfase na Amazônia e países fronteiriços a Oeste e a Norte.
Adriano Benayon, doutor em Economia (benayon@terra.com.br)
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