Desvio de foco presidencial
A política governamental que regula o trato com os nossos índios está em cheque e vem sendo abertamente contestada pela sociedade e por influentes meios de comunicação social. Deixou de ser uma paranóia militar, como se dizia, e está a impor uma reflexão mais profunda, que haverá de conduzir a uma retificação de rumos.
O presidente da República tergiversa, foge dos problemas principais e procura uma mudança de foco para não admitir que, de fato, a sua política indigenista, caudatária das diretrizes internacionais emanadas da ONU e alijada dos princípios básicos pregados e praticados pelo incomparável sertanista Marechal Rondon, está redondamente equivocada, é segregacionista e geradora de futuros estados bolsões nas nossas fronteiras, e só vem conduzindo à miséria, ao esquecimento, ao tóxico, às bebidas alcoólicas velhos e novos indígenas que, sem perspectivas, chegam até mesmo a atentar contra a vida.
É grande o número de suicídios em muitas comunidades. O presidente Lula foge do foco do problema ao dizer que para cuidar do patrimônio nacional vai incrementar o número de pelotões na nossa faixa de fronteira. É uma medida muito bem vinda, mas isso já vem sendo feito há muitos anos sem precisar desse zelo presidencial, particularmente pelo Projeto Calha Norte, idealizado pelo presidente Sarney, pois, de há muito, o Exército percebeu que o maior perigo à soberania do País está no Norte.
Luiz Gonzaga Lessa, general de Exército
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