O “alto lá!” de Dilma Rousseff
Enquanto Dilma Rousseff e tantos outros eram barbarizados no fim dos 60, início dos 70, Lula da Silva entrava no sindicalismo por acaso e absolutamente alienado a respeito do que se passava no que convencionamos chamar de porões da ditadura. Quem sofreu e viu o que foi aquilo reage como Dilma.
Não elogia os ditadores nem se apropria do lema “ninguém segura este País”, por eles utilizado para anestesiar a população e desvalorizar a questão democrática frente ao sucesso econômico.
Dilma Rousseff confrontou, e o fez bem, um senador da oposição, mas aceita que seu chefe se valha da popularidade para reescrever com tinta cor-de-rosa um período negro da história do Brasil. A fim de não se juntar a ele na leviandade malsã, da próxima vez que o Presidente exaltar títeres da ditadura, conviria à ministra impor a Lula da Silva o mesmo alto lá.
Dora Kramer, jornalista
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