O saca-rolhas do senhor reitor
Não, não é a tapioca do ministro, não são os gastos da ex-ministra no free shop, não é a esteira rolante do segurança da filha do presidente, não são os abusos e os desperdícios cometidos pelos detentores dos 11 mil cartões corporativos que poderão ser levantados na CPI dos Cartões – caso gore a grande pizza que governistas e oposicionistas já ensaiavam assar no Congresso -, não são, enfim, os safados locupletamentos que servidores dos Poderes Públicos fazem, com o dinheiro dos contribuintes, que hão de permanecer, de ora em diante, como um marco histórico da falência moral de uma sociedade.
O marco histórico dessa falência é o saca-rolhas do reitor da Universidade de Brasília (UnB), que custou aos contribuintes mais do que dois salários mínimos. Pois nesse saca-rolhas de R$ 859 está simbolizada, mais do que o despudorado desperdício de dinheiro público em futilidades privadas, a criminosa fraude educacional brasileira, que consiste em retirar recursos da Educação e da Ciência para sustentar a pequenez das vaidades pseudo-acadêmicas e pseudocientíficas.
Mauro Chaves, jornalista
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