A CPMF e o Senado
A poucos dias da chegada ao Senado da emenda constitucional que prorroga a CPMF, os principais líderes políticos que apóiam o governo estão perdidos e se queixam da falta de articulação do Planalto. “Se acender um palito de fósforo pega fogo”, afirmou o primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), resumindo o clima de tensão.
Ao acenar para a oposição na tentativa de atrair voto para a CPMF, o Planalto descuida da base. Nenhum líder governista pode assegurar que, na próxima semana, será possível reagir à obstrução dos oposicionistas e abrir caminho para a batalha da renovação do imposto do cheque. “Não posso fazer nenhuma afirmação categórica sobre nada”, constatou a líder petista, senadora Ideli Salvatti (SC).
Na semana passada, a oposição venceu dois rounds com Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência da Casa. Juntos e sem dissidências, os governistas somam 50 votos e estiveram presentes com 38. Quando precisa de 49 votos para ganhar, como é o caso da CPMF, o governo necessita de aliados na oposição, já que não consegue unir sua base.
Cida Fontes, jornalista (de Brasília)
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