Relator do terceiro processo contra Renan Calheiros no Conselho de Ética, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) afirmou ontem que “o conjunto de circunstâncias e indícios podem ser suficientes” para pedir a cassação do mandato do peemedebista caso não consiga “provas cabais e materiais”.”Pode haver um conjunto de indícios que leve à convicção, você não pode exigir num processo político apenas provas cabais e materiais. O conjunto de circunstâncias e indícios pode ser suficiente.” Ele afirmou, porém, que ainda não está seguro para recomendar a perda do mandato. A entrega do parecer está marcada para o dia 14. Renan enfrenta acusação de ter usado “laranjas” para comprar rádios e um jornal em Alagoas.
Ontem, Péres tomou depoimentos do juiz de Direito de Maceió Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira, arrolado como testemunha a pedido de Renan, e de José Amilton dos Santos, ex-contador das empresas de comunicação. “O sr. Amilton disse que todos os empregados na rádio sabiam que Renan era sócio oculto.”Segundo Péres, o juiz afirmou que o usineiro João Lyra é acusado de ser mandante de um homicídio em Alagoas. Adversário político de Renan, o usineiro foi o autor das denúncias. Os advogados de Lyra procuraram o relator para informar que ele não irá prestar depoimento. Lyra enviará documentos ao conselho na semana que vem.
Fonte: Folha de S. Paulo
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