As maternidades brasileiras convivem com um drama silencioso: segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,5 mil mulheres morreram em 2009 por complicações na gestação, no parto ou em até 42 dias após o nascimento do filho. Desde 1996, o governo não consegue reduzir os índices de mortalidade materna, uma das oito metas traçadas entre o país e a ONU. A taxa supera em quatro vezes o número de óbitos maternos considerado tolerável pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Para profissionais de saúde, a tragédia poderia ter sido evitada na maioria dos casos – entre 90% e 98% dos registros. Na primeira parte de uma série de três reportagens, o Correio Braziliense relata histórias de sonhos interrompidas pelo descaso no atendimento médico.
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