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Bernardo Guimarães

MINHA REDE


Minha rede preguiçosa,
Amorosa,
Em teu seio me embalança;
Quero ter nos ceus risonhos
Doces sonhos
De ventura e de esperança.

Neste languido desleixo
Correr deixo
Minha vida descuidosa,
Contemplando alli defronte
No horizonte
Uma nuvem côr de rosa.

Pelo vão dessa janella,
Pura e bella,
Eu a vejo deslisar;
Pelo campo ethereo voga
Qual piroga
Cortando o ceruleo mar.

Linda nuvem, quem me dera
Pela esphera
Em teus hombros ir boiando,
E pairando sobre os montes,
Horizontes
Infinitos devassando!



Bernardo Guimarães


Leia aqui a biografia do poeta.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu
Temas: Bernardo Guimarães

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