Nascido numa fazenda mineira, filho de pai violeiro, foi para o Rio de Janeiro por acaso, onde trabalhou, entre outras coisas, como farmacêutico. No fim dos anos 20 passou a se envolver com blocos de carnaval e artistas de rádio.
Logo em seguida teve sambas gravados por Almirante (“Sexta-feira”) e Carmem Miranda (“Tempo Perdido”), o que lhe assegurou o sucesso. Compunha sambas-canção e marchas de carnaval para os maiores cantores do Brasil, como Carlos Galhardo (“Quanta Tristeza”, com André Filho), Silvio Caldas (“Saudade Dela”) e Orlando Silva (“Errei, Erramos”).
Em 1941 estreou como intérprete na gravação de “Leva, Meu Samba” e “Alegria na Casa de Pobre” (com Abel Neto). No ano seguinte gravou “Ai, que Saudades da Amélia” (com Mário Lago), um de seus maiores sucessos, ao lado de “Na Cadência do Samba”, “Laranja Madura”, “Fim de Comédia”, “Vai, Mas Vai Mesmo” e “Mulata Assanhada”.
Em 1961 foi para a Europa, numa turnê de divulgação da música brasileira, e em 1966 representou o Brasil no I Festival de Arte Negra em Dacar, Senegal.
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