No final de março de 2006, o Brasil lançava seu primeiro astronauta, o sorridente coronel Marcos Pontes. A viagem, segundo o presidente Lula, que o condecorou, “foi um momento histórico no País”, colocando o Brasil definitivamente na corrida espacial.
Com as primeiras denúncias, divulgadas nesta coluna, de que Pontes poderia estar infringindo o Código Penal Militar por fazer comério num site de souvernis e cobrando por palestras, o astronauta pediu para ir para a reserva da Aeronáutica. Enfrenta agora um inquérito do Ministério Público Militar. Um ano depois, o astronauta enfrentou o caos aéreo, mas manteve o silêncio na fila do aeroporto em Brasília. Silencioso continua, após a maior tragédia da aviação brasileira.
Na nave Souyz falou e acenou para as câmeras, antes e depois de plantar feijão no espaço, enquanto os colegas estrangeiros comandavam a missão. A experiência custou caro aos brasileiros: US$ 10 milhões. Aos mesmos brasileiros que esperam nas filas dos aeroportos, na porta do Instituto Médico Legal, às portas da Justiça, e à beira de um colapso nervoso quando entram em avião no Brasil.
Fonte: Coluna do Cláudio Humberto
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