Categorias: Notícias

Artigo temático das quartas-feiras

Marcando o PIB, as digitais da arrogância ignorante

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Talvez recordando a falência de sua loja de R$1,99, a presidente Dilma faz piruetas circenses para desviar a atenção do que consideramos uma situação pré-falimentar da economia na sua administração.

Outro dia alguém tuitou que o Brasil precisa de um percurso e não de um discurso. Mas sob a má influência do seu mentor, Lula da Silva, ela recorre à arrogância ignorante para desdenhar a derrocada do PIB nacional.

O diversionismo é uma má política. Combatido até pelos teóricos que Dilma, dizendo-se ‘de esquerda’, deveria ter lido. Por exemplo, ‘O esquerdismo, doença infantil do comunismo’, de Lênin e ‘As origens do esquerdismo’, de Richard Gombin.

Quando deveria estar corrigindo os rumos da economia, tirando-a das mãos do seu incompetente ministro Mantega, Dilma prefere dar rodopios pela demagogia, discursando na Bahia que “Uma grande nação deve ser medida pelo que faz por suas crianças e adolescentes, e não pelo PIB”.

Não sei se dá para rir ou chorar diante de tamanha cretinice, soprada no ouvido da Presidente por algum assessor consumidor de ‘best sellers’ que o modismo impõe; e é modismo a idéia de uma abstrata Felicidade Nacional Bruta, indicador presumível da evolução econômica de uma Nação.

Mandriões de escritório, de cabeça fria pelo ar-condicionado, gastam o tempo ocioso entre jogar golfe de tapete e procurar desculpas para as crises periódicas do capitalismo; assim concluíram que a solução dos problemas econômicos é a distribuição social e equitativa da produção.

Mesmo cheirando o pó de pirlipimpim no Sítio do Pica-pau Amarelo, eles sabem que conquista da ‘felicidade’ depende da boa apuração do PIB. Não são idiotas; veem que sem a economia se desenvolvendo de forma sustentada, é impossível alcançar o bem-estar geral.

Mas há pouca lucidez na patota do lulo-petismo. São astutos para enriquecer com os privilégios montados pelo PT-governo, sem se preocupar com o futuro da Nação. Na sua perversão, pensam que a Pátria é o dinheiro acumulado nos paraísos fiscais.

Os economistas e sociólogos honestos compreendem que a gangorra do sobe e desce do PIB influencia, e muito, a vida sócio-econômica do País. Um governo voltado para os interesses do povo trabalharia para que a produção cresça a fim de atender as cruciais necessidades de crianças e adolescentes, sem esquecer os idosos, tão desprezados atualmente.

Em verdade, é uma obrigação da administração pública atender à cidadania em geral; olhar para meninos, adultos e velhos. Alguém precisa dizer isto a Dilma: é pela medição do PIB que o governo pode atender o povo.

Em vez do discurso carimbado de arrogância ignorante, o governante deveria perguntar-se por que o nosso PIB desce ladeira abaixo. Concluiria que foi o descaso – herança maldita de Lula da Silva – um dos fatores que contribuíram para isto.

No ‘Que Fazer?’ – tão usado no exibicionismo do falso socialismo lulo-petista. mostrando conhecimento da obra de Lênin – dona Dilma deve buscar uma saída para o PIB. dedicando-se ao estudo e ao trabalho, não nos discursos empolados para as platéias amestradas…

Diante dos reflexos da crise mundial no Brasil, analistas apontam como causa fundamental o fator da demanda ao comércio varejista pelo estímulo ao consumo, acrescendo-se a melhoria à renda, facilidades de crédito e redução dos juros. Assim inflada, a bolha cresceu e obedecendo aos limites naturais, começou a murchar.

A ‘nova classe média’ que concorreu para a bolha, é nova, mas não é classe média, com as características de poupança e bens de raiz. Por ‘nova’, atendeu ao chamado do PT-governo e correu para realizar seus sonhos de consumo.

Essa faixa consumista da população acorda agora com dívidas acumuladas e o PT-governo deveria compreender que deve tomar medidas urgentes para sacudir a economia. Sua ação, porém, tem a cara de Mantega; diverte-se com experiências amadoras, num jogo de cabra-cega, incapaz de gerenciar o investimento público na infraestrutura.

O PAC foi um balão que se incendiou por desequilíbrio na direção; o PIB é um barco que pode afundar pelas mesmas razões.

Miranda Sá

Compartilhar
Publicado por
Miranda Sá

Textos Recentes

Razão.com

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A palavra "Razão" como verbete dicionarizado é um substantivo feminino com a etimologia vinda do grego…

3 de setembro de 2026 19h31

DOS HERÓIS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A minha profunda admiração pela figura de Bertolt Brecht, dramaturgo, filósofo e poeta alemão, o maior…

29 de agosto de 2026 21h54

DAS TRAGÉDIAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A Tragédia é um acontecimento muito grave e ruinoso, ligado a forças da natureza ou provocado…

26 de agosto de 2026 8h42

DO JORNALISMO

MIRANDA SÁ (E-mail; mirandasa@uol.com.br) O analfabetismo reinante na suprema corte de Justiça argumenta sobre o exercício do jornalismo para se…

19 de agosto de 2026 18h20

DAS VIGARICES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A expressão "conto do vigário" é uma das mais tradicionais da língua portuguesa e significa um…

10 de agosto de 2026 17h34

ETCETERA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A casa da minha avó Quininha, mãe de minha mãe, era senhorial; tinha seis quartos, três…

5 de agosto de 2026 8h15