Brasil, um país sem futuro
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
A imprensa noticiou que “líderes indígenas” se movimentam para solicitar da ONU uma intervenção para a homologação da Reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, em área contínua, que é questionada no Brasil. É estranho que os apelos a instituições internacionais comecem mesmo antes de obterem a autonomia, o que nos leva a pensar o que poderá ocorrer a posteriori.
Nenhum índio toma tal atitude de enfrentamento da soberania nacional a não ser industriados pelas mil e tantas ONGs interessadas no desmembramento do nosso território. A pressa é para impedir o debate sobre as imensas reservas em terras contínuas e, pior ainda, em fronteiras com outros países.
Como se vê, os patriotas, herdeiros de Tiradentes – festejado no último feriado – enfrentamos uma quinta coluna, porque o debate é democrático, e a contestação se baseia na desastrosa posição assumida pela representação brasileira ma ONU, assinando sem um estudo minucioso a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, desagregadora e a desunião da nacionalidade. Parece que o Ministério das Relações Exteriores está infiltrado de predadores da memória de Rio Branco, ou a qualidade dos diplomatas não honra a tradição do Itamaraty.
Por causa do despreparo, ou descaso, os representantes do país feriram criminosamente a autoridade do Brasil. Por causa deles estamos ameaçados de perder o que 500 anos de vida e outros tantos de afirmação patriótica fizeram: a consolidação territorial, a unidade lingüística e a afirmação de soberania.
Essa intolerável política de desagregação nacional, que pode ser mais desastrosa para a integridade e a integração do Brasil, está nas mãos dos senadores, porque depende do Senado Federal a homologação do reconhecimento da autônoma indígena em territórios artificiais que atendem mais a interesses estranhos do que aos índios em sua maioria, mais interessados em se aculturar, isto é, usufruir das conquistas dos demais brasileiros, escapando do estado de indigência em que se encontram.
É triste constatar que os senadores – que viajam constantemente para participar de reuniões da ONU – não sabem de nada nem se interessam em estudar o problema. A Declaração está na pauta das Nações Unidas há bastante tempo; mas os parlamentares, exceto as bancadas amazônidas, desconhecem o perigo que a aprovação do documento representa. Nisso se parecem com os diplomatas, não tratam o problema como o problema merece, e essa imprudência (e inconseqüência) poderá custar caríssimo às gerações vindouras.
É por isso que aplaudimos o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, comandante militar da Amazônia possuidor de olhos atentos numa terra dominada por cegos. O general Heleno fez um grave alerta à Nação sobre o problema, apontando inclusive o que está por debaixo do pano e a ameaça de perdermos, junto à imensa faixa territorial fronteiriça, além da soberania, ricas jazidas de ouro, diamantes, manganês, urânio, nióbio e outras riquezas.
Saudades do tempo em que o marechal Rondon era reverenciado como desbravador dos sertões e pacificador dos índios. Saudades dos Irmãos Villas-Boas, heróis da nacionalidade. Sem o espírito desses patriotas, o Brasil se torna um país sem futuro.
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Peço humildemente aos que acessarem este artigo para ler, reler, analisar e refletir sobre o pensamento…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) A farsa e os farsantes têm um capítulo reservado na História da Civilização. Como os brasileiros…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Tenho revelado nos meus posteres a minha defesa intransigente da Paz Mundial como forma de mantermos…
MIRANDA SÁ (Email: mirandaasa@uol.com.br) Impor a polarização eleitoral dos extremistas da falsa direita e da falsa esquerda pela massiva propaganda…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Segundo a mitologia greco-romana, arte de curar com drogas preparadas com ervas medicinais se deve ao…