Apologia do aparelhamento
Ao tomar posse na presidência da BR Distribuidora, o petista José Eduardo Dutra – dois anos depois de renunciar ao comando da Petrobrás para disputar, sem êxito, uma cadeira de senador por Sergipe – defendeu abertamente, em causa própria, o aparelhamento pleno dos postos-chave da maior empresa brasileira – por sinal, de capital aberto. “A Petrobrás”, afirmou, “é uma estatal e nomeações (nela) sempre foram movidas por indicações políticas”, o que é uma meia verdade. Naturalmente, teve o cuidado de ressalvar que a “capacidade técnica” dos nomeados é sempre levada em conta – o que não é absolutamente verdade ainda que às vezes haja a coincidência. Mas esse tipo de coincidência de filiação partidária e capacidade técnica – seu caso – será cada vez mais raro quanto maior for o número de apadrinhados políticos na fila para a ocupação de cargos de direção na companhia. E é precisamente com isso que acena José Eduardo. (Agência Estado)
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