Bolsa-cachaça
“Os donos de botecos estão felicíssimos com a Bolsa-Família, instituída por Lulla: triplicaram a venda de cachaça. Para os cafeicultores foi um aumento de custos altíssimo. Tivemos de importar mão-de-obra do Nordeste para fazermos a colheita. Eu, pessoalmente, já arranquei 80 mil pés de café e pretendo acabar com o restante tão logo este restante passe dos seis anos. Arrendei as terras onde foram arrancados os cafezeiros para uma usina de álcool. Eles pagam bem e me conservam as cercas em excelente estado. Pena é que estão reduzindo as codornas, os urus e inhambus. Eu não permito caçar em minha propriedade, tenho 21 alqueires de mata virgem. Monte Santo de Minas é um município cuja produção de café é uma das de melhor qualidade do mundo. Isto vai acabar! E viva o Lulla! Está promovendo o desemprego e acabando com o café. Café também é bebida das zelites, uai!”
Ronald Martins Da Cunha, quase ex-cafeicultor (ronald.cunha@netsite.com.br)
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