Dia 18 de dezembro de 2008 fez seu concerto de despedida, depois de 60 anos de carreira um dos mais brilhantes e consistentes intérpretes da segunda metade do século XX, o pianista, poeta e ensaísta Alfred Brendel. O concerto foi na Grande Sala Dourada do Musikverein,
Alfred Brendel faz caretas esquisitas enquanto toca com seus dedos protegidos por band-aids. Mas tem um imenso círculo de amigos que compartilham com ele e com sua mulher, Irene, uma lista interminável de interesses. Ele é um grande colecionador de histórias em quadrinhos, acaba de publicar seu segundo volume de poesia absurda, além de vários títulos de ensaios sobre música.
É consultor de artes plásticas do Museu de Viena, apresentou um ciclo de palestras sobre Darwin em Cambridge e os críticos acham que ele passará à imortalidade pelos seus textos de humor para o que, aliás, ele tem a melhor definição que conheço: “Humor é o sublime ao avesso”.
Vamos ouvir Alfred Brendel tocando o Impromptus n.3, em Sol bemol Maior, de Schubert.
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