Com a estagnação ou a retração das economias da Europa e dos EUA, o mercado brasileiro contribuiu para melhorar o balanço das multinacionais no ano passado. O Brasil passou a ser o segundo maior mercado da Unilever e da Nestlé, atrás apenas dos Estados Unidos. Apesar da maior participação brasileira, em relação a 2008, as empresas estrangeiras enviaram 30% menos lucros e dividendos às matrizes no ano passado.
O diretor executivo do FMI para o Brasil e outros oito países, Paulo Nogueira Batista Jr., disse que a crise global fez a instituição rever suas doutrinas, ressaltando que o Fundo hoje é gerido de forma obsoleta. Segundo ele, “hoje (quem precisa do FMI) são os brancos de olhos azuis, europeus. A periferia morena, mulata, amarela, virou credora”.
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