“Se todos coincidem em apontar essa como uma “tragédia anunciada”, aliás ensaiada na véspera, com a derrapagem do avião da Pantanal, poucos se deram ao trabalho de comparar a incidência de acidentes aéreos nos últimos anos.
A tragédia do vôo 3054 se deu há exatos 9 meses e 20 dias desde o estranho choque que abateu o Boeing da Gol nos céus de Mato Grosso. Isto é, os dois acidentes com maiores vítimas no Brasil aconteceram, por coincidência, nesse espaço em que se consumou de forma perversa e irresponsável o abandono da Varig à própria (má) sorte e já sob o “império” da Anac.
Além dessas duas traumáticas tragédias, o Aeroporto de Congonhas registrou pequenos acidentes. Em 7 de agosto do ano passado, um Fokker 100 da TAM interrompeu o vôo depois que uma porta se soltou ao decolar com destino ao Rio”.
Pedro Porfírio, jornalista
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