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A GRANDE FARSA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasas@uol.com.br)

“Toda farsa tem um fim… e toda verdade prevalece!” (Mariângela Anelli)

Cá prá nós, não precisa ser cientista político, nem aquele “especialista” tão caro à grande mídia, e muito menos ser colunista de fuxicos parlamentares, para ver a grande farsa que é o lulopetismo. Somente os intelectueiros marxistas (dos Irmãos Marx) não enxergam isto, porque não usam os óculos da “lógica dialética”.

Se essa trupe que pretende interpretar a realidade estudasse o seu ídolo, inspirador do comunismo, Karl Marx, aprenderia com um dos seus pensamentos que prognosticou o fracasso da URSS e as carpideiras de Stálin: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Esses poderosos “professores” da hierarquia da “pátria educadora”, frutos pecos dos governos petistas, impõem ao alunato imaturo aulas doutrinárias sem conteúdo científico e sem revelar o processo histórico que mostra a ascensão e a queda dos personagens e das organizações ideológicas através dos tempos.

Nessa escola “de esquerda”, faz-se no Brasil a lavagem cerebral que cega a juventude, fascinando-a com o brilho das utopias, tornando-a incapaz de exprimir a crítica e de analisar o que fazem no Brasil o PT e os seus puxadinhos corruptos, ativos e passivos, conspiradores contra o País.

A tendência para o roubo, lhes fez até se apropriar do rótulo “de esquerda” – um saque histórico de uma posição política que não atende ao oportunismo e muito menos uma defesa de princípios. Acomodam-se nas teorias das viúvas de Stálin e a ideologia da pelegagem sindical.

Uma simples análise política vê-los agitando os perdedores de boquinhas governamentais e os analfabetos políticos que emprenham pelo ouvido, para uma “resistência” de enfrentamento com o governo Bolsonaro, que ainda não teve tempo de esquentar o assento das cadeiras ministeriais.

Esta posição incoerente leva-os a uma campanha eleitoral continuada sem assumir a derrota sofrida nas urnas. E, esfaqueando a Democracia, pensaram idiotamente em sabotar a posse do Presidente eleito, afrontando à Democracia e os 54 milhões de eleitores que votaram em Bolsonaro.

Li outro dia uma entrevista do professor Roberto Mangabeira Unger que, se concorde ou não com as posições políticas que ele assume, merece respeito pela cultura. Entre as declarações, fez duras críticas ao PT e considerou a eleição de Bolsonaro como uma resposta à política equivocada, à incompetência administrativa e à corrupção dos governos petistas.

Fazendo um prognóstico sobre o novo governo, Mangabeira disse: “Me parece promissor, e falo como opositor, a ideia de impor o capitalismo aos capitalistas, isto é uma condição preliminar. Daí vem a radicalização da concorrência, quebra dos cartéis, e a destruição dos favores dados aos graúdos pelos bancos públicos”.

O Professor, estudando as propostas do ministro da Economia, Paulo Guedes, considera-as progressistas: “Trazem aquela força que encarna de forma mais vigorosa a causa da energia, da construção, do dinamismo, da criação”.

Este homem culto, auto assumido como oposicionista, difere bastante dos farsantes lulopetistas. Não é uma estouvada Gleise Hoffmann, nem o corrupto Capitão Cuecão cearense, tampouco o pelego analfabeto Paulo Pimenta.

Mangabeira promete fazer oposição com vistas às necessidades nacionais, que será um importante estímulo para o bom funcionamento do governo, porque nenhum governo é infalível.

O Governo Bolsonaro, eleito democraticamente com promessas de realizar uma reviravolta no País, começa do zero numa conjuntura que reflete desonestidade programática “da esquerda” e, em última análise, o retardamento narcopopulista.

Não é fácil combater o fraudulento humanismo da distribuição de esmolas e favores, do logro da inclusão social por cotas seletivas, e da fragmentação nacional pelo confronto racial, religioso e até ancestral.

O anteprojeto político que Bolsonaro traz, contém traços de improviso e timidez, e até um pouco de amadorismo, é verdade, mas nada que comprometa a proposta liberal e progressista na Economia e na aplicação da Justiça.

O que está em jogo é o futuro do Brasil.  Com a derrota da grande farsa lulopetista, a Nação Brasileira mostrou querer a assepsia dos poderes republicanos, uma economia de mercado, soberania nacional e o respeito ao Estado de Direito.

Marjorie Salu

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