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Governo passa na faca verbas da Saúde e Educação

Conforme havia prometido, o governo passou na lâmina um naco do Orçamento aprovado pelo Congresso para o ano de 2008. Foram bloqueados gastos que alçam à casa de R$ 19,192 bilhões.

Eis alguns dos ministérios mais atingidos pela faca:

Cidades: R$ 2,720 bilhões;

Saúde: R$ 2,594 bilhões;

Turismo: R$ 2,233 bilhões;

Defesa: R$ 1,905 bilhão;

Educação: R$ 1,612 bilhão.

Integração Nacional: R$ 1,271 bilhão;

Transportes: R$ 1,015 bilhão.

Como de praxe, o governo faz gato-sapato do Orçamento que o Congresso fingiu aprovar. Manteve-se a pantomima de anos anteriores. De um ano para o outro só muda o tamanho do talho.

Em 2005, a lâmina alcançara R$ 15,9 bilhões; em 2006, R$ 14,2 bilhões; em 2007, R$ 16,4 bilhões. Não se imagine que o objetivo é o enxugamento das despesas públicas. Dos R$ 18,192 bilhões fatiados em 2007, R$ 16,9 bilhões já foram reacomodados em despesas novas.

Em termos percentuais, a maior facada foi imposta ao orçamento gerido pela ministra-companheira Marta Suplicy. A pasta do Turismo tinha R$ 2,629 bilhões para gastar. Dinheiro tonificado por emendas de deputados e senadores. Depois do corte, sobraram escassos R$ 395 milhões.

A lâmina levou 85% do dinheiro de Marta. Se a ministra tinha alguma dúvida quanto à conveniência de trocar a Esplanada pelo palanque municipal de São Paulo, não tem mais. As arcas do ministério ficaram pequenas demais. Nelas já não cabem as ambições política de Marta.

O orçamento da Saúde, que era de R$ 43,250 bilhões, ficou, depois da lipoaspiração, em R$ 40,656 bilhões. Tudo o que o Congresso injetara acima do limite mínimo de gastos previsto na Constituição foi à faca.

No topo do ranking dos cortes, com uma poda de R$ 2,720 bilhões, o ministério das Cidades manteve a salvo o dinheiro destinado aos projetos do PAC. É o que diz o ministro Márcio Fortes: “É importante assinalar que seguem as obras básicas de saneamento e habitação nos volumes já anunciados, que já foram ou estão sendo contratados e estão sendo objeto, inclusive, de início de obras.”

Fonte: Josias de Souza

Marjorie Salu

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Marjorie Salu
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