SAÚDE
Vergonha nacional
A febre amarela – que no século passado matou a filha do presidente Rodrigues Alves, notabilizou o sanitarista Oswaldo Cruz e rendeu até o Prêmio Nobel de Medicina ao pesquisador que desenvolveu sua vacina – volta a matar no Brasil, como um libelo à incompetência de nossos governantes. O País foi competente para eliminar o mosquito transmissor, nos anos 30, mas não soube evitar sua reintrodução e proliferação a partir dos anos 80.
Isso já fez milhares de vítimas com a dengue e agora é a vez da febre amarela, nada compatível com uma Nação que é a sexta economia do mundo. Fiquemos alertas para que não voltem também a tuberculose, a lepra, a paralisia infantil e até o popular “nós nas tripas”. Tudo isso faz parte de um passado historicamente recente que, para vergonha nacional, ainda nos pode ameaçar por falta de ações de saúde pública e promoção social.
Dirceu Cardoso Gonçalves (aspomilpm@terra.com.br)
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