COMENTÁRIO
Palavra de Lula é limitada
Desprezando os compromissos assumidos com a oposição para a aprovação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) no Senado, o governo editou medidas para compensar o fim da CPMF. Lula da Silva havia prometido não aumentar impostos dizendo que pensar nisso “era uma loucura”, mas foi louco o bastante para assinar o pacote. Cinicamente, o ministro Guido Mantega, da Fazenda, disse que “O acordo valia para 2007. Estamos em 2008”, ironizando e comprometendo a credibilidade do Presidente da República.
Assim, o ano inicia com a elevação de todas as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e passa de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro. As duas medidas engordam a arrecadação federal em R$ 10 bilhões. O IOF para as pessoas físicas foi duplicado e nas operações de crédito e câmbio cresceu 0,38 ponto percentual.
Quanto ao corte das despesas exageradas do PT-governo, dos cartões de crédito corporativo ao aparelhamento do governo com os “companheiros”, nenhuma palavra. A economia será para não fazer concursos para funções públicas e brecar as verbas individuais dos parlamentares no Orçamento. (MS)
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