CPMF, hoje
No limite do prazo para tentar aprovar a prorrogação do imposto do cheque no Senado, o governo fracassou ontem nas negociações por votos no “varejo” e não conseguiu até o final da noite fechar um acordo com o PSDB, apesar de o presidente Lula ter aceito proposta de destinar até 2010 todos os recursos da CPMF para a saúde. As conversas continuam hoje, prazo limite para a votação estabelecido pelo próprio Lula à sua bancada, a quem disse que é para votar de qualquer jeito, “para perder ou para ganhar”.
Sem os 49 votos mínimos entre os próprios aliados, o governo sondou os tucanos com uma proposta que previa a ampliação dos repasses extras da CPMF à saúde dos R$ 24 bilhões negociados anteriormente para R$ 32 bilhões nos próximos quatro anos. Num ato de desespero, o presidente Lula recorreu ao único governador do DEM, José Roberto Arruda (DF), em busca de apoio à CPMF.
Lula prometeu verbas para o Distrito Federal, mas o DEM não mudou de posição. À noite, o governo recuou e apresentou, agora ao PSDB, proposta de repassar todos os recursos da CPMF para a Saúde. A votação está marcada para hoje, após a eleição do novo presidente do Senado, que deve ser Garibaldi Alves (PMDB).
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