BASTIDORES
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa correr frouxo o movimento parlamentar que visa o 3º mandato, mas num “plano B” trabalha em duas frentes para a sucessão presidencial de 2010. Lança mão do núcleo do PT que lhe é mais próximo para convencer o partido de que nenhum petista terá densidade eleitoral semelhante à do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que deverá se lançar pela terceira vez como candidato à Presidência da República.
Na incerteza de que será capaz de evitar candidatura própria do PT, o Presidente trabalha discretamente para viabilizar o nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Ele protege Dilma da disputa político-partidária, aconselhando-a a se expor menos e impedindo-a de centralizar as ações do governo, equívoco cometido, em sua opinião, por seu antecessor na Casa Civil, José Dirceu. Lula aposta na idéia de que o sucesso do PAC e o crescimento da economia em torno de 4,5% nos próximos anos transformarão a ministra no principal nome petista à sucessão.
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