DEPOIMENTO
Houve pressões sobre a Operação Satiagraha
O delegado Protógenes Queiroz evitou nesta quarta-feira admitir à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara que foi pressionado pela cúpula da Polícia Federal a deixar o comando da Operação Satiagraha. Protógenes admitiu, porém, que enfrentou “dificuldades” no decorrer das investigações, como a redução no número de agentes disponíveis para a operação.
O delegado disse que, como a operação corre em segredo de Justiça, não pode revelar detalhes do seu andamento. “Eu não posso mencionar que houve pressão. Evidentemente, como toda investigação que envolve organizações criminosas poderosas e pessoas de poder, às vezes é permeada de óbices a serem transpostos. Então, automaticamente, todas as dificuldades encontradas na investigação eu não posso responder porque está sendo alvo de classificação sigilosa”, disse.
Protógenes admitiu que sofreu “prejuízos” no que diz respeito à quantidade de agentes selecionados pela PF para a Operação Satiagraha depois da troca de comando na diretoria-geral do órgão –com a saída de Paulo Lacerda, substituído por Luiz Fernando Corrêa.
Gabriela Guerreiro, jornalista (Folha OnLine)
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