NOVA CPMF
Saída à francesa
Seria tolo, não viesse de gente esperta, o argumento do governo para justificar o adiamento da votação do novo imposto do cheque no Senado para depois das eleições. “Não podemos nos expor a um desgaste no momento em que haverá disputa eleitoral”, explicou todo cândido o senador Tião Viana, esquecendo-se apenas de esclarecer qual o risco que correm os senadores 28 meses antes da próxima eleição para a renovação de dois terços de seus mandatos. Nenhum, claro.
Desgaste eleitoral zero, pois a disputa do “momento” referida por ele diz respeito a prefeitos e vereadores. Fizesse algum sentido o argumento, o governo não teria inventado a CSS agora e submetido sua base na Câmara ao mesmo tipo de desconforto. Deixaria tudo para depois das eleições municipais.
Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)
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