Após os criminosos eventos terroristas na capital da República, com depredação e saques do patrimônio público, vê-se uma segunda contribuição da extrema direita para consolidar o poder do seu adversário empossado na presidência da República. Da primeira vez, elegeram Lula graças ao extremismo para fascista e a política necrófila do negativismo na pandemia do ex-capitão Bolsonaro.
O crime perpetrado também calou os liberais do Centro e da Centro-esquerda que iniciavam uma oposição democrática e vigilante ao novo governo, pela lembrança das administrações anteriores corruptas.
As ações da direita extremista, inconformada com a derrota eleitoral sofrida pelos próprios erros, fracassaram graças a uma poderosa unidade nacional em defesa do Estado de Direito, na certeza de que os tresloucados agiram supostamente orientados por agentes estrangeiros importados do trumpismo norte-americano com a intenção de derrubar o governo legítimo.
A mídia os chama de vândalos. O que é um vândalo? A palavra dicionarizada é um substantivo masculino, originário da antiga língua alemã “wandeln”, que chegou ao latim como “vandalus(la)”, designando o indivíduo dos vândalos.
Os vândalos eram tribos germânicas do Norte que se unificaram para resistir às invasões romanas e, fortalecidos, moveram guerras na Europa, ocupando e devastando a região ibérica de Alandalus. Da Península Ibérica atravessaram o Mediterrâneo e atacaram a África do Norte estabelecendo-se em Cartago, cidade fenícia ocupada pelos romanos na segunda Guerra Púnica.
Chamados de bárbaros, os vândalos invadiram e saquearam Roma no ano de 455, onde depredaram parte da cidade antiga, demolindo monumentos e destruindo inúmeras obras de arte e livros. Ficou marcada a sua característica de devastar as nações invadidas, destruindo, incendiando e dilapidando bens públicos, coisas belas, valiosas e históricas.
Os indivíduos que se apoderaram de Brasília por um dia, acumpliciados com o governo do Distrito Federal e agentes públicos, travestiram-se de vândalos antigos e realizaram um violento ataque aos poderes republicanos, degradando as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.
Com esta ação habilmente orquestrada com táticas de estado maior, deixaram a memória da depredação e do saque do patrimônio público. A invasão aos símbolos da Democracia brasileira, foi treinada, financiada, vazada nas redes sociais e detectada por órgãos federais de inteligência.
Foi, porém, subestimada pelo Governo Lula; sem assessoramento, o ministro da Justiça Flávio Dino aceitou como verdadeiras as informações do governo do Distrito Federal; mas para vitória da Democracia, o golpe fez o inverso do que planejado; em vez de tomar o poder, fortaleceu o presidente Lula da Silva.
O impacto da barbárie praticada teve a sua força e violência provocando uma reação vigorosa dos integrantes dos três poderes republicanos com um maciço apoio dos defensores da Democracia de todos os matizes políticos e ideológicos.
As exceções ficaram restritas aos filhos de Bolsonaro, aos militares da reserva que perderam as boquinhas e à horda de fanáticos amedrontados pelo fantasma do comunismo, pesadelo que só existe nas cabeças tolas, como previu o próprio Marx n’ O Capital.
Esqueci o autor de um juízo e que volta agora pelas cenas destrutivas de Brasília. É mais ou menos assim: “Um vândalo é pior do que um ladrão, o ladrão rouba alguém e deve ser condenado pelo que fez; o vândalo saqueia e destrói o patrimônio de uma comunidade, e é abominável”.
Para os que têm dúvida, o que é muito salutar, peço que abram as cabeças para receber a aragem da realidade; e admitam que o que ocorreu é imperdoável. Serviu apenas para fortalecer um governo que merece pela experiência anterior uma ampla e permanente vigilância oposicionista.
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Depois de trazer dois artigos sobre o Humanismo e a Humanidade, achei necessário trazer a Xenofobia,…
David Beckham sobre a derrota por 2x 1 da Inglaterra para a Argentina, diz que Messi é o MELHOR Jogador…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) O genial Luís da Câmara Cascudo, intelectual norte-rio-grandense, antropólogo e folclorista, que tive a honra de…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Depois de escrever sobre o Humanismo, com mais de 50 notificações aplaudindo o texto, acho que…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Conhecido dos amantes da leitura pelos romances Guerra e Paz e Anna Karenina, o escritor russo…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Insisti em intitular este texto em francês para evitar a disputa na acentuação da palavra no…