A Grande São Paulo enfrentou em 24 horas a chuva mais volumosa em dois anos – foi o equivalente a quase metade do que era esperado para todo o mês. Como resultado, houve seis mortes – o caso mais grave foi em Santana de Parnaíba, onde um deslizamento de terra matou quatro irmãos, três deles crianças. Já a capital ficou intransitável, com 105 pontos de alagamento, entre os quais as duas Marginais – e especialistas dizem que o aprofundamento da calha do Tietê já está no limite. A explicação para o fenômeno climático foi a chamada “chuva – frontal” – o encontro de uma massa de ar frio e seco com uma massa de ar quente e úmido. De intensidade mais fraca, mas de longa duração, ela atinge toda a área de forma simultânea.
Em meio ao caos na cidade, o prefeito Gilberto Kassab afirmou ter visto “o aspecto positivo da chuva” – para ele, as obras contra as enchentes “estão dando resultado”. Kassab disse que os investimentos são suficientes.
Mario Thadeu Leme de Barros, professor da USP e especialista em drenagem urbana, diz que não há solução para as enchentes em dois ou três anos. Ele defende, entre outras medidas, diques no Tietê, elevação das pistas das marginais e, em 20 anos, acabar com elas.
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