O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), voltou atrás nesta terça-feira na decisão de unificar os dois últimos processos contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por quebra de decoro parlamentar. Pressionado pela maioria dos integrantes do conselho, Quintanilha decidiu escolher outro parlamentar para dividir com o senador Almeida Lima (PMDB-SE) a relatoria das duas representações, em separado.
“Vou reformar a decisão de reunião das representações três e quatro. Mantenho o senador Almeida Lima como relator e vou definir até amanhã de qual ele será relator, aí indicarei o nome de outro relator para o outro processo”, explicou Quintanilha.
O presidente do Conselho de Ética disse ter autonomia para reunir os dois últimos processos contra Renan, mas afirmou que preferiu levar em conta as manifestações contrárias à unificação apresentadas ao órgão.
Os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) chegaram a apresentar recursos ao plenário do conselho contra a decisão de Quintanilha de unificar os processos. Depois de muito bate-boca entre os parlamentares, o peemedebista acabou atendendo aos apelos dos integrantes do conselho pela separação dos processos.
Na terceira representação, Renan é acusado de usar “laranjas” para a compra de veículos de comunicação em Alagoas com recursos não declarados à Receita Federal. Já no último processo, o presidente do Senado é acusado de participar de esquema de desvio de recursos em ministérios controlados pelo PMDB.
Com a separação, os dois processos vão ser investigados em separado pelo Conselho de Ética, mas terão o mesmo prazo para serem concluídos. Quintanilha disse que o período de 30 dias, com a possibilidade de prorrogação, deve ser suficiente para que os dois relatores concluam a análise das denúncias.
“Estabeleceremos prazo preliminar de 30 dias para que os relatores apresentem o seu trabalho sobre as demais representações”, explicou Quintanilha.
Recuo
Quintanilha também recuou da decisão de unificar os processos após a intensa pressão dos senadores contrária à indicação de Lima para a relatoria dos casos. Lima é um dos principais integrantes da tropa de choque de Renan e trocou farpas, nesta terça-feira, com diversos parlamentares ao longo da reunião do conselho que foram contrários à sua indicação.
O peemedebista chegou a ameaçar os colegas que questionaram a sua escolha ao afirmar que nenhum dos membros do conselho tem “condição moral e ética” para criticarem a sua relatoria.
Fonte: Folha Online
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