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DAS LAPINHAS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

As lapinhas (também conhecidas como pastoril) fazem parte da tradição popular nas festas de Natal e Reis. Como verbete dicionarizado, é um Lapinha é um substantivo feminino, derivado de lapa (caverna, nicho) onde Jesus teria nascido, Lapa + o sufixo diminutivo -inha.

As Lapinhas são manifestações culturais tradicionais do período natalino promovidas especialmente nos estados do Nordeste, Maranhão, sertões de Minas Gerais, Tocantins e Goiás.

Foi a colonização portuguesa que trouxe as Lapinhas para o Brasil e, ao longo do tempo, foram exibidas se adaptando à cultura regional da música, dança e teatro com características próprias locais.

Sua performance teatral apresenta dois grupos (cordões) coloridos, Azul e Encarnado, sendo o azul liderado pela Contramestra e representa o manto de Jesus; enquanto o encarnado é o manto de Nossa Senhora, guiado pela Mestra.

Cada cordão tem torcedores na plateia, incentivando-o com colaborações financeiras; as duas personagens se confrontam versejando com coro cantado e, igualmente, a Mestra e a Contramestra conquistam aplausos, brindes e flores do público que premiam a vencedora de cada deixa, hasteando no mastro a bandeira do cordão.

Entre (e sobre) a Mestra e a Contramestra, apresenta-se isolada e independente, com espírito de Justiça, a Diana, personagem central vestida com as duas cores (metade azul, metade encarnado). A Diana intervém como mediadora dos conflitos entre os dois cordões.

Esta simbólica terceira posição serve de exemplo para a polarização eleitoral que a ignorância fanática mantem mundo afora, a partir dos EUA, onde se confrontam o Burro (Democrata) e o Elefante (Republicano).

Há inconformados com isto. Na França criou-se a aliança eleitoral Renascimento, mas o mandato de Macron decepcionou o Centro Democrático; em Portugal venceu o PSD e a sua coligação Aliança Democrática que reúne centro-direita e centro-esquerda.

A Terceira Posição tem atualmente a chance de vencer no Chile e no Uruguai, países com o eleitorado mais esclarecido, e tem havido tentativas na Bolívia e no Peru. Aqui e na Argentina, os herdeiros do populismo peronista e varguista é mais difícil, mas há chance, sem dúvida, de chegar ao poder; falta apenas uma liderança nacional para que isto ocorra.

Vê-se assim que na América Latina temos várias tentativas de quebrar a polarização extremista da falsa esquerda e da falsa direita, populistas assistencialistas que se aboletam no poder se entretendo com a corrupção….

Temos como exemplo no Brasil números registrados em pesquisas as pesquisas dando de 25 a 30% para a Família Bolsonaro e o mesmo para Lula. Matematicamente há que se perguntar como ficam os outros 40%. Destes, ficou uma boa fração dos independentes na última eleição presidencial votando em Lula, temerosa do caminho fascista seguido pela Familiocracia.

A vitória de Lula com seu discurso mentiroso, anti-sigilo e falsamente progressista, deve-se, portanto, à centro-esquerda antifascista e, passivamente, à centro-direita revoltada com a militarização do governo e o comportamento golpista assumido pelo então presidente Bolsonaro.

Como não pode fugir a sua formação de pelego malandro, Lula é títere do Sistema Corrupto que se mantém enfronhado nos três poderes republicanos, como se comprova no caso das fraudes no INSS e o escândalo criminoso do Banco Master.

Dessa maneira, os brasileiros precisamos avaliar os ocupantes dos andares de cima do poder, sem esquecer quem são os cúmplices dos crimes, Alexandre Moraes, Bessias, “Famiglias” Bolsonaro e Lula, Gonet, Hugo Motta, Levandovsky e Tofolli; na ordem alfabética dando chance de aparecer outros.

Estes protagonistas promotores de um possível desastre que o futuro reserva para o Brasil, exigem que devemos dar uma varredura no Congresso, na Presidência e no STF, uma revolução pacífica que só ocorrerá se o eleitorado eleger pessoas honestas como a Diana das Lapinhas…

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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