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Quem goleia Portugal perde o lugar?

O Bezerrão não lotou, embora nele só caibam 20 mil torcedores.

A CBF fez por merecer.

Mas a Seleção Brasileira até que jogou bem. Muito bem.

Tomou um gol logo de cara, desses de desestruturar um time.

Mas nem ligou.

Robinho roubou de Pepe, evoluiu pela esquerda e deu na medida para Luís Fabiano empatar.

Depois, pela direita, foi a vez de Kaká fazer ótima jogada e dar para Luís Fabiano, de virada, virar o placar: 2 a 1.

Kaká ainda perdeu o terceiro gol, ao receber de Robinho na cara do goleiro luso.

Se no lugar de Júlio César tivesse um cone, o resultado teria sido o mesmo, porque a bola que foi no gol brasileiro entrou e depois não foi mais.

Em compensação, o espaço que Portugal deu para o Brasil jogar fazia tempo que ninguém dava.

Portugal não era nem sombra dos tempos de Felipão e Cristiano Ronaldo, aparentemente baleado, apenas desfilou, porque jogar, não jogou.

Mas voltou para o segundo tempo.

Para ver uma varada de Maicon pela direita que redundou no terceiro gol brasileiro logo aos 10 minutos, complementando uma bela jogada coletiva do ataque nacional.

Tirante Júlio César, por falta de exigência, Kléber que conseguiu ir mal num jogo fácil, Gilberto Silva, sempre burocrático e Anderson, bem atrás, mas fominha demais na frente, todos os demais jogavam bem.

E o quarto gol saiu em seguida, depois que o goleiro soltou nos pés de Luís Fabiano um chute de Robinho: 4 a 1, três de Luís Fabiano.

Cristiano Ronaldo seguia em campo, mas não jogava.

Numa bobeada do lado esquerdo da defesa brasileira, porém, Portugal descontou: 4 a 2.

E, aí, aos 20 minutos, aconteceu o gol mais bonito da noite, num petardo de Elano, pela direita, de três dedos, uma curva na bola daquelas de quem sabe bater nela: 5 a 2.

Ainda antes de o jogo acabar, Marcelo botou na cabeça de Adriano, aos 45, para ficar 6 a 2.

Para quem não tinha feito gols em território nacional em três jogos nesta temporada, seis estava de bom tamanho.

E Dunga garantia um Natal tranqüilo ao fechar o ano com chave de ouro.

Fonte: Juca Kfouri

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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